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Márcio Fortes é exonerado da presidência da Autoridade Pública Olímpica

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Márcio Fortes

Márcio Fortes foi exonerado da presidência da Autoridade Pública Olímpica (APO) no último dia 15

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, foi exonerado do cargo no último dia 15. Ele entregou a carta de demissão à presidenta Dilma Rousseff no início do mês. De acordo com a Presidência da República, Dilma aceitou o pedido e a exoneração foi publicada na edição da última quinta-feira do Diário Oficial da União.

Fortes foi ministro das Cidades no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e assumiu o comando da APO em julho de 2011, após ter seu nome indicado pela presidenta Dilma e aprovado pelo Senado. A APO é um consórcio que coordena a atuação da União, do estado do Rio de Janeiro e do município do Rio de janeiro na preparação das Olimpíadas de 2016, garantindo o cumprimento das obrigações determinadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O modelo foi baseado na experiência dos jogos de Londres no passado, em que uma organização que reunia vários órgãos governamentais foi responsável pela execução das obras. No Brasil, a APO apenas coordenava as diversas ações.

O antigo presidente da APO não declarou até o momento o motivo de sua saída, mas na imprensa especula-se que Fortes sofria pressões políticas. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o Ministérios dos Esportes estava agindo para diminuir o poder de APO, em especial com a  a indicação do secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, para a presidência  da Geolimpíada (Grupo Executivo da Olímpiada), criado para para organizar o trabalho de ministros rumo aos Jogos Olímpicos.

O jornalista do diário esportivo Lance, Michel Castellar, relata que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também agia para a saída de Fortes e agora pede o fim da APO. Em entrevista ao blog do jornalista, Paes declarou “Tentaram trazer o modelo londrino para cá, mas não deu certo. Já somos três entes de governo e cada um cuida do que é seu. A APO é uma estrutura cara e desnecessária”. Na mesma entrevista, Paes ainda afirmou: “Não vou delegar minhas atribuições municipais sobre as obras olímpicas para outros. Até porque, quando der errado, o povo vai para rua pedir a minha saída e não a dele”.

Com informações da Agência Brasil

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