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O custo da Olimpíada do Rio é atualizado para R$ 38,26 bilhões

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Recursos privados representam 57% do orçamento dos Jogos Olímpicos, que foi divido em três: a Matriz de Responsabilidade, o Plano de Legado e o orçamento do Comitê Rio 2016

Com a divulgação da terceira atualização da Matriz de Responsabilidade Olímpica, no último dia 21 de agosto, o total dos investimentos para a realização da Olimpíada e da Paraolimpíada Rio 2016 subiu para R$ 38.258,6 milhões. Em março de 2014, esse valor estava em R$ 36,7 bilhões.

Esse é o resultado da contabilização de três partes do orçamento dos Jogos Olímpicos, uma divisão que surgiu após as muitas críticas aos custos da Copa do Mundo. Para evitar uma cifra muito alta, os governos da cidade do Rio de Janeiro, do Estado e federal decidiram separar os gastos com os equipamentos esportivos, que passaram a ser chamados de Matriz de Responsabilidade Olímpica, e o Plano de Políticas Públicas – Legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, em que são listados os investimentos em mobilidade urbana, saneamento ou segurança. A terceira parte é o Orçamento do Comitê Organizador Local da Rio 2016, que prevê gastos de R$ 7 bilhões com alimentação de atletas, pagamento de recursos humanos e campanhas de marketing, recursos que serão arrecadados com patrocinadores.

A Plano de Legado é o que concentra a maior parte dos investimentos. De acordo com a única atualização feita pelas três esferas de governo, seus 27 projetos estão orçados em R$ 24.588,8 milhões. Já as 47 ações da Matriz de Responsabilidade deverão gastar R$ 6.669,8 milhões, segundo a terceira atualização do documento.

O Comitê Rio 2016 não divulgou nenhuma atualização de sua previsão de gastos desde o início do ano passado.

Participação privada
Diferentemente do que aconteceu na Copa do Mundo, a maior parte dos investimentos na Olimpíada tem origem privada. Enquanto no Mundial de Futebol a participação privada ficou em torno de 17,2%, no Rio 2016 ela está estimada em 57,1%, um pouco menos do que em abril do ano passado, quando essa parcela representava 58%.

Como ainda há projetos a serem orçados, todos com financiamento público, a participação privada deve cair. Na avaliação de Marcelo Pedroso, presidente em exercício da Autoridade Pública Olímpica (APO), os investimentos privados não devem ficar abaixo dos 50%.

 

Recursos públicos
(em R$ mi)
Recursos Privados
(em R$ mi)
Total (em R$ mi)
Plano de Políticas Públicas (Legado)13.996,4810.592,324.588,8
Matriz de Responsabilidade2429,84239,56.669,8
Comitê Rio 201607.0007.000

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